Antonio Candido gravou uma belíssima e empolgada análise de Grande sertão: veredas, obra chamada por ele de "romance metafísico", explicando de que maneira Guimarães Rosa utiliza o Sertão para pensar "questões universais". É precedida de um breve comentário sobre Sagarana e há também algumas alusões ao próprio Guimarães Rosa enquanto pessoa, a suas conversas com Candido e a suas posições ideológicas. Também compara Rosa a Euclides da Cunha (diferenciado-os), a Dostoievski e a outros autores (que também buscariam questões essenciais do homem). Salienta, sobretudo, a "extrema ambiguidade", "o paradoxo, o deslizamento constante de sentido" no romance, que chega a ser chamado por ele de sur-regionalismo (que também estaria presente em Garcia Marquez e Juan Rulfo) (18'):
Antonio Candido sobre Grande sertão: veredas
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