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| "Redemoinho", xilogravura de Arlindo Daibert |
"Contínuas, mas não uniformes, imitam a região dos campos do planalto onde se sucedem sempre, sem extremar-se, os cerrados, as matas ciliares dos rios, as abertas, as várzeas das cabeceiras com buritis e buritiranas escutando conversas de araras e maracanãs." (3)
Neste sertão ou sertões de Mato Grosso, Goiás, Bahia e Minas Gerais, a natureza seria marcada pelos opostos violentos: períodos de seca quase absoluta alternando-se com grandes chuvas, ventos que espalham a chama até um riacho que lhes barre o caminho, solo "encarvoado" que reverdece em horas "logo nas primeiras chuvas do fim de setembro" (3).
Conclui para fechar esta parte:
"Neste mundo, fogo e água, Deus e o Demo, Guimarães Rosa acendeu gambiarras para Riobaldo passar." (4)
(Continua amanhã, se os deuses forem bons :-) )
Bibliografia:
PROENÇA, Manuel Cavalcanti. (1958) Trilhas no Grande sertão. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional.

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